Sala Escura

A Invenção de Hugo Cabret por Lucas Salgado

OBRIGADO, SCORSESE!
14/02/2012 38

No livro de entrevistas "Conversas com Scorsese", de Richard Schickel, Martin Scorsese revela certo incômodo quando é apontado como diretor de filmes de gângsteres, afinal realizou muitas obras que não encaixam no gênero, como Alice Não Mora Mais Aqui, New York, New York, O Aviador e muitas outras. Mas nem ele é capaz de negar que a infinita maioria de suas produções possuem temas adultos. Incomodada com o fato, a esposa do cineasta sugeriu que ele fizesse um longa que sua filha de 12 anos pudesse assistir, tendo em vista que a jovem ainda não pode chegar perto de Taxi Driver, Touro Indomável e companhia. Daí nasceu A Invenção de Hugo Cabret.

O longa é absolutamente encantador, sendo atrativo para todos os públicos. Uma de suas características mais importantes é a multiplicidade de gêneros. É difícil enquadrar Hugo em um simples segmento cinematográfico. O filme é, ao mesmo tempo, aventura, fantasia, ação, comédia, romance, drama, ficção científica e, até, documentário. E todos os gêneros funcionam numa harmonia impressionante, fruto de uma direção talentosíssima de Scorsese e de uma edição bem trabalhada de Thelma Schoonmaker, parceira de longa data do cineasta.

Adaptação de livro homônimo de Brian Selznick, o filme chegou ao Brasil uma semana depois de O Artista. Podemos dizer que este último, que é mudo e em preto e branco, é uma carta de amor ao cinema clássico. Pois bem, Scorsese foi ainda mais longe e bolou uma carta de agradecimento. Ele, e qualquer cineasta um pouco mais inteirado sobre a origem da sétima arte, sabe que George Méliès foi fundamental para o desenvolvimento do cinema como contador de histórias. Por isso, resolveu traçar aqui algumas linhas para mostrar sua gratidão.

Hugo ainda é responsável pela correção de um equívoco histórico. Assim como consideram os irmãos Wright os precursores do avião, os americanos apontam Thomas Edison como o sujeito responsável pela invenção do cinema. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas chegou ao ponto de comemorar os 100 anos da sétima arte na cerimônia do Oscar de 1991, enquanto que o resto do mundo celebrou a data quatro anos depois, em 1995. Aqui, o longa diz com todas as letras: os irmãos Lumière inventaram o cinema em 1895. É claro que esta nunca foi uma discussão muito séria, mas não deixa de ser significativo um dos maiores nomes da cinematografia norte-americana defender tal posição.

Ainda sobre a "invenção do cinema", o filme pode ser visto como uma ótima oportunidade para as pessoas descobrirem um pouco mais sobre a mesma. Mesmo fazendo uma série de liberdades poéticas na construção da figura de Méliès, a produção traz não apenas regravações de suas obras, mas também imagens originais de clássicos como Viagem à Lua. Também pode ser visto na íntegra A Chegada do Trem na Estação, de Auguste e Louis Lumière, que foi o primeiro filme exibido para uma plateia em 6 de janeiro de 1896.

Existe muita nostalgia em A Invenção de Hugo Cabret, mas é muito mais do que apenas o retrato de um acontecimento. Traz uma trama nova e especial sobre a jornada de duas crianças. Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um órfão que vive escondido na estação de trem de Paris. Ele junta peças variadas para tentar consertar um robô quebrado, deixado por seu pai (Jude Law). Um dia, ele conhece Isabelle (Chloe Moretz), que passa a ajudá-lo.

Butterfield, que já havia se destacado em O Menino do Pijama Listrado, faz um trabalho ainda mais impressionante, auxiliado bastante por seus expressivos olhos azuis. Já Moretz, apenas ratifica o talento que tínhamos visto em Kick Ass - Quebrando Tudo e Deixe-me Entrar. O elenco conta ainda com as presenças de Ben Kingsley (sempre ótimo), Sacha Baron Cohen, Christopher Lee, Emily Mortimer e Helen McCrory.

Reminiscências à parte, a relação entre Hugo e Isabelle é o ponto alto da produção. A amizade dos dois é construída de forma delicada e sensível, sem precisar em momento algum sugerir um sentimento que fosse além do companheirismo e da solidariedade. Eles se dão as mãos em vários momentos da história e em todos é possível se emocionar com a genuinidade do ato.

Três vezes vencedor do Oscar, Howard Shore faz um trabalho memorável. Sua trilha sonora é bela e dá bem o tom nostálgico e contemplativo da obra. Ele é auxiliado por um visual deslumbrante. Design de produção, figurino, maquiagem, direção de arte, efeitos especiais, tudo mantém um nível de excelência durante os 126 minutos de duração.

Também merece destaque a utilização do 3D. Apaixonado por cinema, o diretor jamais aceitaria operar seu filme através de uma conversão para o formato e, por isso, optou por rodá-lo inteiramente com câmeras 3D. O resultado é belíssimo e não irá decepcionar o público. A noção de profundidade e a precisão dos objetos que voam ao seu encontro são dignas de aplauso. James Cameron assistiu ao longa e afirmou que este é o melhor 3D já visto nas telonas, superando inclusive o seu Avatar. E é isso mesmo, o formato gera uma experiência fenomenal ao espectador.

Recordista em indicações ao Oscar 2012, concorrendo em 11 categorias, o longa foi escrito por John Logan (Gladiador) a partir da obra de Selznick, que é sobrinho neto de David O. Selznick, produtor de ...E o Vento Levou.

Como disse acima, Hugo é uma carta de agradecimento de Scorsese a George Méliès, Auguste Lumière, Louis Lumière e todos aqueles que foram responsáveis não apenas pela criação do cinema, mas principalmente por torná-lo o que é hoje. Não se trata do melhor longa do cineasta nova-iorquino, mas não deixa de ser uma grande oportunidade para agradecer também àquele que há mais de cinco décadas vem contribuindo para fomentar a paixão de muitos pela sétima arte. Assim, resta dizer: obrigado, Scorsese!

Comentários

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carlos_alberto_09 em 16/02/2012

Excelente crítica Lucas Salgado. Já estava ansioso para assistir mais uma obra do Scorsese, agora esta ansia só aumentou.

Pra mim Scorsese tá entre os grandes diretores da história do cinema.

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João Paulo em 16/02/2012

Excelente review Lucas diferentemente daquela do Star Wars essa aqui ficou boa e mais balanceada. Estou ansioso para assistir Hugo, Martin Scorcese dificilmente erra e pela sua crítica o cara fez uma obra prima.

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Caio em 16/02/2012

Estou ansioso para ver... Scorsese é um gênio em qualquer gênero.

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Eduardo Henrique em 16/02/2012

Espero sair do cinema com um sorriso na cara!

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stefanojosef em 16/02/2012

Vocês todos andam inspirados nas críticas ultimamente,rsrsrs. Acho ótimo, a crítica do Roberto retratou fielmente o magnífico filme q é O Artista, e a sua parece fazer o mesmo, mais uma vez a ansiedade pra conferir a película aumenta, espero sair tão satisfeito quanto sai com o filme supracitado, acredito q sim, até porque é do mestre Scorsese. Parabéns pelo trabalho de vcs.

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Lucas Salgado em 17/02/2012

Valeu, cara! Que bom que tem gostado dos textos. Trabalhamos para isso. :)

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Felipe Santana em 16/02/2012

Pessoal, eu gostaria de ouvir as criticas de vocês quando assistirem o filme, pois eu assisti e não achei nada disso que Lucas Salgado está falando,achei o filme bem fraco,pouco envolvente,uma história vaga que dificilmente agradará mesmo as crianças, se fosse de qualquer outro diretor não teria com certeza essa repercussão,quero ver a recepção do público.

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Lucas Salgado em 17/02/2012

Obrigado pelo comentário, Felipe. Que pena que o filme não funcionou tão bem com você. Também estou curioso para ver o que as pessoas vão achar.

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Felipe Santana em 17/02/2012

Lucas Obrigado pelo o comentário, vou aprendendo um pouco aqui e pouco ali com vocês, que entende de cinema, sei que vejo a peça ainda não os bastidores. Um abraço.

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Roberto Cunha em 17/02/2012

Eu concordo em parte com você, Felipe. Discordo apenas do uso da palavra "fraco" porque isso, definitivamente, ele não é, pois tem muitas qualidades técnicas e a homenagem ao cinema é bonita. Contudo também achei pouco envolvente e, em alguns momentos, parecia precisar "de corda" para embalar, motivo pelo qual pode não ser atraente para crianças. Scorsese dispensa maiores comentários quanto ao talento e sua observação sobre as indicações faz sentido. Valeu pela participação! ;-)

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Felipe Santana em 17/02/2012

Roberto, eu não tenho conhecimento suficiente para analisar o filme tecnicamente,porém achei como já falei anteriormente o filme enfadonho, quando começa o filme nos faz pensar que ele Hugo, criará alguma coisa,o próprio nome sugere isso, esperamos mas um pouco, e a história não prende a atenção,depois muda completamente levando a mostrar a história do cinema, concordo que isso seja bacana.Gostaria de ver um filme bom tecnicamente apesar de não poder julga-lo bem nisso, e também envolvente com uma narrativa clara, para qualquer leigo poder compreender e se apaixonar pela a história, temos filmes como Amadeus, que quando assisti não sabia nada sobre Mozart e sai deslumbrado com o filme,acredito que o filme pode ser um campeão de bilheteria, ou seja agradar o público, objetivo pelo o qual deveria ser feito e não apenas um abocanhador de Oscar's,porém reconheço o talento de vocês nas criticas que fazem, espero um dia chegar a este nível,quero estudar para isso, eu amo filmes, ou melhor o cinema em geral. Obrigado

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Roberto Cunha em 19/02/2012

Volto a dizer, você não está equivocado em sua análise. Tb achei a mesma coisa, mas o trabalho de cores, figurinos, iluminação, o uso do 3D (com imagens claras e nítidas demais > você vê a poeira do ambiente "voando") não são possíveis de esquecer. Falta uma pegada mais envolvente mesmo no roteiro resultando num filme bonito, mas morninho. Fique tranquilo. Vc explicou bem o motivo de sua insatisfação. ;-)

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digao86 em 18/02/2012

Concordo com o Felipe. Também vi o filme e achei bem ruinzão. Alias, o problema ja começa pela sinopse e trailers do filme, que são totalmente enganosos. Sempre fazendo crer que se trata de um filme de aventura, quando na verdade se resumiria melhor em uma homenagem ao cinema francês e efeitos em 3D.

Na minha opinião, esse é um dos filmes mais superestimados pelos críticos nos últimos tempos. E me arrisco a dizer que isso se deve totalmente ao fato da presença do nome - Scorsese - na direção, não fosse isso, creio que as criticas estariam bem mais equilibradas e representariam a verdadeira 'qualidade' do filme.

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Felipe Santana em 20/02/2012

Ufa eu que concordo com você, o nome Scorsese faz uma diferença nesse filme, se não tivesse isso,não seria badalado, para mim foi a decepção do ano, espero que não encontre outro assim.

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nicacio_ em 22/02/2012

Eu realmente acho que é questão de gosto, curti muito o filme, entrei pensando que o filme era de uma forma mas ele era bem diferente, contudo achei ótimo filme.

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Renan em 16/02/2012

Poxa! Arrepiei com seu texto. Scorsese pra mim é o melhor, assisti 11 filmes dirigidos por ele e todos são OBRAS-PRIMAS.

Uma pena aqui na minha cidade não ter um cinema descente pra ver o filme, muito menos exibição em 3D...Mas quando sair o Bluray eu quero ver no mesmo dia!

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Jefferson Da Silva Tavares em 17/02/2012

Vou espera chega uma copia LEGENDADA. Aqui em Natal só veio copias DUBLADAS. ODEIO FILMES DUBLADOOOOOOO.

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Lucas Salgado em 17/02/2012

Que pena, Jefferson. Espero que chegue uma cópia legendada por aí.

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Jefferson Da Silva Tavares em 17/02/2012

Otma Critica.....

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Neo2011 em 17/02/2012

Não admiro Scorsese, mas sou fã de "Taxi Driver";mas por tudo que tenho lido e pelo texto de Lucas Salgado, vou ver esse filme e acho que não vou me arrepender!

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William em 17/02/2012

Muito bom, fiquei super curioso e com muita vontade de assistir!

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Charles Freitas em 17/02/2012

Lucas, você tem poder de comentário muito bom e se não tivesse assistido o filme estaria ansioso para o assistir. Mais uma vez repito seu comentário foi excelente mas este filme não condiz com o comentário. Também estou ansioso para analisar os comentários apos os comentaristas assistirem o filme. Adoro Martin, mas em a Invenção de Hugo Cabret não gostei de sua performance. E até agora estou querendo entender por que este filme foi indicado para efeitos visuais, figurino. O achei muito fraco neste quesito.Espero que não tenha sido muito rude, nada contra seu comentário, pelo contrario é que não gostei nem um pouco deste filme e estou torcendo para que O Artista seja o grande campeão no dia 26/02.

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Lucas Salgado em 17/02/2012

Obrigado pelo comentário, Charles. Não se preocupe, você não foi nada rude. Uma pena que não tenha gostado. Também adoro O Artista e ficarei feliz se for o vencedor do Oscar.

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Carmem em 17/02/2012

Nossa, todas as críticas que tenho lido do filme são ótimas. A sua foi emocionante!

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Carmem em 18/02/2012

Deslumbrante! O filme é ótimo, vale a pena deixar a folia de lado um pouco e ir ao cinema.

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Ivan Leão em 19/02/2012

O filme é incrível, pois além de utilizar técnicas modernas de projeção mostra o início da magia do cinema, resgatando a história de Georges Melies e dos irmãos Lumiére. O filme traz uma bagagem histórica e estimula os admiradores de cinema a pesquisarem mais os primórdios da sétima arte. Parabéns! Excelente texto.

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harry potter em 20/02/2012

parabens pela critica!

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Bëa Heltai em 21/02/2012

Quando li o livro pela 1a vez, sonhava em fazer uma cópia para o cinema. Que pena que o Martin Scorsese já fez kkk... Pelo visto o filme ficou ótimo, merecendo esta crítica super bem escrita!

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carlos_alberto_09 em 22/02/2012

Realmente, Lucas não estava exagerando, este filme é espetacular. Uma declaração de amor ao cinema, destinada a todos que amam esta arte.

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Antonio de Paula Rocha Lima em 22/02/2012

O filme é realmente maravilhoso e junto com Cinema Paradiso formam as mais belas homenagens já recebidas pelo cinema. O trio formado por Asa Butterfield no papel título, Chloe Moretz como Isabelle e o sempre notável Ben Kingsley vivendo um cineasta amargurado arrasa. Eu fiquei encantado e emocionado com a bela história contada no filme. Vale ainda acrescentar que a menina Chloe Moretz é sensacional e certamente vai marcar época no cinema.

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José Frazão de Aquino em 22/02/2012

Lucas, gostaria de fazer uma pequena observação: o ano da primeira exibição pública de um filme, foi o de 1896, e não 1986, como você grafou. Sei que foi um erro de digitação, mas faço a correção para melhor situar o fato. Fiz o meu modesto comentário em outro local do site, mas assinaria o seu com muita satisfação.

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Lucas Salgado em 22/02/2012

Muito obrigado pela observação, José. Já fiz a correção. Foi mesmo um erro na digitação que acabou passando. Valeu!

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José Frazão de Aquino em 22/02/2012

Belíssima homenagem de Scorsese aos que criaram a Sétima Arte, em especial os irmãos Lumière,Georges Méliès,Griffith,Harold Lloyd,com a tecnologia mais avançada ( 3D ).Filme para crianças e adultos, realizado com o seu habitual perfeccionismo, ficando a mensagem filosófica para os adultos( a razão de ser de cada pessoa),a diversão para os pequenos e, para todos, a magia do cinema; que continua sendo o espetáculo maior. Filmagem em 3D,com enfoque à profundidade de campo, com enorme competência. Absoluta sintonia de toda a equipe,( daí as 11 indicações ao Oscar/2012) , porque elas, a exemplo do autômato( pequeno robô )fazem parte de uma engrenagem maior( o sentido da vida / o cinema diversão).
Não destaco nenhum participante para não ser injusto com os demais. A grande estrela é quem deveria ser: o filme. Uma ode à vida!

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Rangel Lobo em 23/02/2012

Lendo a crítica fico cada vez mais na vontade de poder assistir o filme..11indicaçoes é sinal que o filme é um show, o oscar 2012 está muito competitivo e não saber qual filme ganhará.Isso é sinal que o cinema está cada dia melhor.Até James camerom diz que é o melhor filme em 3d.Agora só falta assistir e ser feliz!!boa sorte!!

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Tanialu em 24/02/2012

A homenagem histórica ao cinema é o ponto forte e saudosista do filme ... vale a obra ... mas concordo quando dizem ser um filme morninho que, quando não assistido em 3D, desponta momentos de cochilada. Um ponto que não entendi, foi a tradução do título para "A INVENÇÂO de Hugo Cabret", afinal, o que ele inventou??? Talvez a reivenção, a descoberta ou algo assim seria mais condizente, se bem que desnecessário, já que o título original já diz tudo.

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Carmen em 24/02/2012

Realmente maravilhoso!
O 3 D foi um plus, pois em si a história é uma celebração ao cinema e seus inventores. Tudo é lindo, até a música que embala os créditos...Não percam! Um filme original, diferente, bem cuidado,uma jóia rara.O CRÍTICO FOI INSPIRADO POR TODA ESSA BELEZA. COM RAZÃO.

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João Paulo em 26/02/2012

Acabei de chegar do cinema e tenho uma palavra para descrever Hugo: espetacular. O 3D é incrível e a história é maravilhosa, tributo ao cinema, atuações exemplares, é tudo que texto do Lucas diz e pouco mais.

Meu top 3 dos filmes em 3D:

1 - Invenção de Hugo Cabret (o formato engradeceu o filme)
2 - Transformers 3
3 - Avatar



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