ex: A Origem
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Uma das muitas funções de um crítico de cinema é não se deixar influenciar por grandes expectativas. Um julgamento objetivo só será possível se analisado aquilo que o filme é e não aquilo que se esperava que fosse. Obviamente, como vivemos em um mundo globalizado, em que tomamos conhecimento dos grandes acontecimentos no momento em que ocorrem, algumas vezes não é possível escapar do nascimento de certa expectativa por um projeto tão elogiado e discutido como A Origem. Quando isso acontece, cabe ao crítico apenas assumir o que esperava do filme e como este se saiu diante desta expectativa, somado claramente às análises pertinentes de estrutura e conteúdo.
Desta forma, em tom confessional, admito que esperava que A Origem fosse um grande filme. Acontece que, ainda assim, estava errado. O longa é muito mais do que um “grande filme”. Trata-se do melhor filme da carreira de Christopher Nolan, o que não é pouca coisa, tendo em vista que dirigiu Amnésia, Batman Begins e Batman - O Cavaleiro das Trevas, e o melhor de 2010, até a data de seu lançamento. Dizer que trata-se de uma obra-prima seria exagero, uma vez que para tanto devemos esperar para ver como o filme vai envelhecer, mas assumo o risco de afirmar que o longa virá a ser uma obra-prima.
A história gira em torno de um grupo de ladrões que rouba segredos valiosos do profundo subconsciente durante o sono das pessoas, quando a mente está em seu estado mais vulnerável. E só cabe dizer isso sobre a sinopse, para não cair na tentação de revelar detalhes importantes da trama.
Nolan é o diretor mais criativo de sua geração e com Inception (no original) esta criatividade atinge um ponto que somente os grandes gênios atingiram. Por essas e outras, o diretor tem sido constantemente (e erroneamente, diga-se) comparado com ícones do cinema como Stanley Kubrick e Federico Fellini. A própria ideia de criatividade e originalidade repele essas equivocadas comparações. Ser original, neste caso, significa ser único.
O longa promete ser tão significativo neste início de século XXI quanto Matrix foi no final do século XX. Os dois filmes, a propósito, têm muito em comum, principalmente o fato de criarem um universo fantástico através de efeitos visuais mas sem ignorarem a necessidade de um roteiro interessante. Neste sentido, A Origem até supera o referido filme, uma vez que, por mais que a complexidade seja parecida, deixa menos pontas soltas. Matrix, já prevendo continuações, deixou uma série de coisas a completar que acabaram mal solucionadas nos dois últimos filmes. Já no longa de Nolan isso não acontece, em que tudo o que precisava foi explicado.
Com mais uma brilhante atuação de Leonardo DiCaprio, um ator cada vez mais competente, A Origem tem como principal mérito o fato de abranger diversos gêneros cinematográficos sem fracassar em nenhum deles. É uma ficção científica fascinante, uma ação pungente e, por que não, um drama romântico de proporções surpreendentes. Marion Cotillard (lindíssima), Joseph Gordon-Levitt, Cillian Murphy, Michael Caine, Tom Berenger, Ken Watanabe e Ellen Page completam o elenco do filme. A atriz de Juno, inclusive, tem papel fundamental de representar a plateia na produção. É através de sua personagem, uma novata no grupo, que os espectadores tem acesso às explicações mais diretas sobre o universo fantástico.
Apesar de bem desenvolvido e explicado, e até por isso, é importante destacar que o filme exige do espectador curiosidade e perspicácia para captar suas principais nuances. Resumindo, o longa não trata o espectador como ignorante.
A Origem é uma união de multiplos acertos. A direção de arte e a fotografia são excepcionais, variando de forma significativa dependendo do sonho em foco. É interessante notar, no entanto, que o roteiro não usa a fiigura do sonho para tomar grandes liberdades com relação ao mundo real. Ou seja, não é porque estamos vendo um sonho que veremos estradas de tijolos amarelos ou elefantes voadores. A trilha sonora merece destaque a parte, com um trabalho excelente desenvolvido por Hans Zimmer. O compositor vencedor do Oscar realizou um trilha intensa, utilizando-se basicamente de duas notas musicais - lembrando o tema clássico de Tubarão, desenvolvido por John Williams. A música "Non, Je Ne Regrette Rien", cantada por Edith Piaf, está presente no longa e é muito mais que uma referência à personagem que rendeu o Oscar à Marion Cotillard. O tema principal composto por Zimmer é derivado justamente desta canção.
Primeiro trabalho completamente original de Nolan desde sua estreia na direção com Following (1998), A Origem é um sonho do qual você não vai esquecer quando acabar. Um filme para ser visto e revisto.
Renver em 06/08/2010
caracas quase chorei ao ler essa resenha, não sei se eu vou aguentar esperar até semana que vem pra ver esse filme...não sei
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Norman em 06/08/2010
Matrix foi feito há 11 anos e ainda é melhor que A origem.
Gostei do filme, mas as chances dele ser tão impactante quanto foi Matrix desapareram quando eu saí do cinema. Matrix me fez voltar com todos meus amigos de faculdade, e de noite ainda falávamos de todos os significados do filme. A Origem é somente uma ótima cópia de Matrix, com idéias quase ripadas de "Brilho eterno de uma mente sem lembraças".... Nolan é ótimo diretor, mas comparar os dois filmes só pode ser explicado pelo êxtase dele estar ainda fresco na cabeça.
iziqgabriel em 09/08/2010
Acho que não tem como comparar Matrix ou dizer que é melhor que A Origem,pelo fato de no meu entendimento os dois filmes apesar da peculiaridade de ter uma tênue semelhança na linha de roteiro e enredo,se tratam de universos paralelos distintos,pois Matrix se embasava em um universo dominado por máquinas com I.A,e Matrix naum tem um roteiro tão complexo,tem sim uma estória original,já A Origem se trata da possibilidade do ser humano tomar posse e gerar privilégios para si tendo como artifício a invasão da mente durante o sono,através dos "sonhos".Matrix pra mim,só valeu o primeiro filme,o qual é perfeito,toda a história é bem contada e nos deixa no final com uma infinita possibilidade de imaginação.Os outros dois filmes vieram só para jogar merda em cima de um excelente roteiro,confesso que gostei dos efeitos especiais de todos os filmes,mas melou d+ a história,que nos levou para um dos piores fechamentos de uma trilogia. A Origem começa e encerra a história,por sinal simples só que bem arquitetada,de uma maneira que nos deixa esta dualidade no final do filme,e é isso que Nolan queria,desperta curiosidade,ansiedade.O importante agora é manter esse fascínio e não inventar continuação como aconteceu com Matrix.
Anderson em 14/08/2010
De fato Iziqgabriel, não há como comparar Matrix e Inception. Matrix(só o primeiro), foi e ainda é sensacional, e seria até hoje se não fossem as ridículas continuações que não eram necessárias, não precisávamos de explicações nenhumas. Diferente de Inception, que não terá continuações, simplesmente porque Nolan não subestima nossa inteligência, e se o fizesse, um Inception 2, seria só para ganhar dinheiro... E Nolan desde Amnésia já mostrou que o assunto que o interessa, é a mente humana, como ela funciona, suas mais ínfimas peculiaridades,... -Vemos tudo isso em Amnésia, Insônia, Batman Begins, O grande Truque e Dark Knight.... Inception aliás, como o próprio Nolan disse, é um projeto de dez anos atrás...Quando ele não tinha o status de um diretor de ponta, e nem carta branca$$$, como tem agora da Warner.... Mas o melhor de tudo, é que Nolan ainda é muito jovem(só 40 anos), então imagimen o que há de vir por aí.... Hollyhood está a salvo da mediocridade por um bom tempo....
®af♠nh@™ em 16/08/2010
Parabens Lucas por essa critica,só fiz o cadastro no site nela por causa dela!Concordo que não dá para comparar Matrix com Inception! De fato A Origem Rules!!!!!
®af♠nh@™ em 17/08/2010
Eu que agradeço pelas boas vindas! Ser critico de cinema deve ser "so cool",mas é preciso as vezes conter a ansiedade,coisa dificil pois quem é apaixonado por cinema assim como eu sabe o que estou falando, quem sabe com um pouco de treino eu não chego lá!Quanto ao filme Nolan mais uma vez ele prende o telespectador com uma bela trama,só o fato do climax está em três cenas simultaneas já vale o ingresso,bom elenco, boa trilha sonora OTIMO filme!Ah sem contar com a ultima cena,quando terminou, a sala inteira soltou um sonoro AHHHHHH!! PERFEITO! One more thing:como faço para votar no filme? e colocar uma imagem? Adoro Cinema Rules!!!!!
Renver em 06/09/2010
* Deixo as seguintes observações:
- A Origem não é o filme que você recomenda pra qualquer um.
- A história não é tão difícil de entender, é só prestar bem atenção... embora alguns detalhes vão ficar desapercebidos (numa primeira olhada).
- Uma comparação: "12 macacos" e "Exterminador do Futuro", ambos são ficção científica com um tema meio parecido, mas, o Exterminador tem mais efeitos especiais, mais ação, um visual mais chamativo... já o "OS 12 Macacos" aborda viagem no tempo, mas, os equipamentos de viagem no tempo e o visual do filme em geral é mais sujo... No entanto, ambos são filmes bons... Mas, dificilmente “Os 12 Macacos” vai agradar toda a massa que gostou do Exterminador... A Origem é assim... eu amei o filme, vou assistir de novo no cinema... mas ele é um filme reflexivo, onde a jornada do personagem é buscar sua redenção, perdoando a si mesmo...
- e Matrix é bem diferente de A Origem, na verdade A Origem lembra em muitos aspectos Blade Runner.
- Fatos:
1# não vai agradar a todo mundo, ainda mais essa geração "massa veio", pois o filme conta com efeitos especiais bem contidos (não entenda medíocre)...
2# e se a pessoa não gostar (simpatizar) do jeito que os sonhos são abordados no filme (mais na realidade e muito menos oníricos) ela provavelmente não vai curtir o filme.
3# Nolan fez um milagre... um filme como A Origem faturar tanto assim... sério, porque para o grande público esse é um filme chato!
- a frase que fica na sua cabeça é a seguinte:
"Volte para a casa"
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* Pra finalizar:
É um filme com interpretações diferentes... mas independente disso... é um filme pra para ser sentido... faz você sair reflexivo da sala do cinema (pelo menos comigo foi assim). Perdoar a si mesmo, exorcizar velhos fantasmas e se redimir (voltar para a casa)...
...não é algo tão fácil hoje em dia.
Sidney em 27/10/2010
Òtimo comentário seu Renver! Concordo que o filme não é para um público comum, pois o filme tem uma complexidade muito grande, e muitas do qual eu conheço não entenderam o filme por que não gostam de pensar, ai arrebentam com o filme dizendo que é RUIM. Também concordo com vc de que dando uma primeira olhada, algumas coisas básicas (mas de importância) vão passar batidas. E, A ORIGEM não tem nada a ver com MATRIX, essas pessoas que ficam comparando... dispensa comentários... Assisti no cinema, e concerteza vou comprar o DVD!! Abraços!
Fred Cachorrão em 29/11/2011
Ótima Crítica sobre o filme. Confesso não gostar de filmes desse gênero, mais fiquei impressionado desde a primeira cena. Não me recordo muito a respeito de MATRIX, por isto posso dizer que temos que ovacionar o grande trabalho do diretor Christopher Nolan que não deixa nada a desejar. Fantástico, vale a pena conferir A ORIGEM !
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Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17