ex: A Origem
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Texto de Rodrigo Fernandes
Certa vez, quando eu era criança pequena lá no belo e heróico brejo de Bangu, um bom doutor decretou que eu estava com uma bruta anemia. Não culpa da minha mãe que, até hoje, sendo eu pra lá de burro velho, ainda me liga perguntando se eu tomei minha vitaminazinha antes de dormir. Não, nada disso. É que naquele tempo, diferente das coisas da atualidade, os alimentos não tinham essas toneladas de vitaminas de hoje, quando tudo é enriquecido. Antes era tudo empobrecido e não adiantava dar do bom e do melhor pros pimpolhos. Assim, minha mãe resolveu o problema me enfiando goela abaixo uma saborosa gororoba feita de fígado cru, gema de ovo e algumas outras especiarias que, graças a Deus, não consegui decifrar o gosto. O resultado é que eu cresci coradinho, gordinho e totalmente traumatizado. Até hoje não posso sentir o cheiro de fígado que meus interiores começam a pedir clemência senhor e se eu não corro há o perigo d’eu produzir um vazamento mais tóxico que esse do Golfo do México.
Essa volta toda só para explicar que, como o fígado da minha infância, a programação da TV brasileira me causa grande repulsa, é ligar o aparelho e minha labirintite dá o ar de sua graça, acompanhada pela úlcera supurada e quem sabe até aquela sempre charmosa caspa. Assim, por motivo de saúde, sou alienado mesmo, não vejo nada, só um jornalzinho muito de vez em quando, uma minissérie quando há e os seriados. Muita gente me pergunta quais os meus seriados favoritos. Bem, não sou um consumidor fanático e assisto só os da tal TV aberta, mas dá pra perceber que o nível dos enlatados é cada vez mais alto, escolher um é difícil. CSI Miami é razoável, o Nova York já é meio cansado. Mas CSI Las Vegas é um sucesso honesto e merecido. Uma série inteligente onde é bom ficar ligado, piscou, perdeu. Cold Case – Arquivo Morto, também é interessante e chama atenção pela reconstituição de época (os casos se passam sempre no passado) e pela trilha sonora de qualidade. É uma produção que deve custar uma grana preta. Melhor que Cold Case é Desaparecidos, um pouco menos melodramática, menos brega e mais tensa. Os atores são razoáveis e é impressionante de onde essas produções tiram tantas historinhas bacanas. Se bem que, se a gente for ver direitinho, como manda o figurino, tudo não passa de variações sobre o mesmo tema. Essas séries, não por acaso todas produzidas pelo Midas do desastre Jerry Bruckheimer, seguem uma formulinha básica. Reparem. Sempre há uma loira bonitona, um latino intempestivo, um negão espirituoso, um chefe durão e um personagem problemático com um passado trágico. Tudo às voltas com crimes estranhos e surpreendentes.
Fugindo desse esquema tem o Californication, seriado que tirou David Duchovny do limbo com uma mistura de drogas e muito, muito sexo. Não deixa de ser uma boa surpresa. Falar que Dr. House é muito bom é chover no molhado. Mesma coisa o Monk. Ambas, séries de ator. Também gostei de O Mentalista. É uma série que começou meio confusa, com os personagens ainda mal construídos e as tramas sem ritmo. Mas arrumaram a casa e a narrativa ganhou agilidade, os atores encontraram o tom. Destaque para a sumida Robin Tunney e, é óbvio, para Simon Baker, que interpreta o personagem título, gaiato que só ele. O ator é um entertainer, quando faz graça (que é o tempo todo), diverte. Nos momentos mais sérios, convence bem.
Numa época de entressafra, onde o cinema não apresenta muitas opções decentes, as séries safam a mula. O que não gosto é desse negócio de ficar preso, ter que assistir as vinte temporadas de Lost pra saber que raio de ilha de Paquetá é aquela. Ou ter que passar por todos os perrengues de Jack Bauer em 24 Horas para vê-lo matando o vilão no final. Curto sentar, ver um capitulozinho, acabou, acabou. A melhor série de todos os tempos? Profissão: Perigo. Mas tinha também o Túnel do Tempo, Terra de Gigantes, I Love Lucy, Além da Imaginação, Na Mira do Tira, Primo Cruzado, Carga Pesada, Armação Ilimitada, Magnum, O Homem da Máfia, Alf, Anjos da Lei, A Gata e o Rato... Se deixar a lista vai longe e isso aqui é um site de cinema, né, não?
Humberto Gonzaga Ramos em 26/05/2010
Faz já um tempo que invisto meu tempo mais em séries do que em filmes. Mas convenhamos, ver séries na TV aberta é uma droga, não há respeito nenhum ao espectatdor. Em tempo, vc chegou a conhecer a série Justiça Final?
Rodrigo Fernandes em 26/05/2010
Caro Humberto. Conheci sim a Justiça Final, era uma série bem ruizinha e politicamente incorreta. Um juiz que "não acreditava no sistema" se travestia a noite num justiceiro que forjava provas para encarcerar os meliantes. Uma das coisas mais bizarras que já se viu no mundo das séries e, por isso mesmo, deliciosa. Eu não perdia um capítulo.
Cilânia em 26/05/2010
Também sou fanática por séries, não perco C.S.I Miami , Cold Case, Medium, e outras.... são bem interessantes.
Sr. Ketilys em 26/05/2010
Apesar de ir de segunda a quinta ao cinema (sempre pegando os dias e sessoes promocionais, senao o orcamento estoura! =) ) ainda arrumo tempo para ver as series. E sou viciado nelas! Ultimamente, tenho acompanhado umas 20. Mas digo que...a melhor de todas eh uma sitcon chamada: The Big Bang Theory. Desde a saudosa Six Feet Under (A Sete Palmos), eh o melhor da tv nos ultimos tempos. Fora isso, acabei de ver Prison Break ontem. Hoje comeco a maratona 6a. temporada de LOST. E ainda acompanho Smallville, Merlin, Desperate Housewives, 24 horas, The Mentalist, Dexter (2a. preferida!), Californication, True Blood, Monk, House, Fringe...(I'm a addicted! =) ).
Gabriela Ferreira em 26/05/2010
Sempre fui apaixonada por tv, desde que me conheço como gente. Houve época em que conhecia quase todas as séries disponíveis em tv aberta, fechada... não importava. Cheguei a acompanhar algumas fervorosa e religiosamente, até aquelas que ninguém gostava além de mim e que nem saiu da primeira temporada como Pushing Daisies; mas acabo de perceber que isso fazia parte da minha vida de pré-aborrecente (como todos os adultos gostavam de me chamar e, por que não?, até hoje o fazem). Que essa fedelha quer?, alguém diria, se acha grande demais com 19 anos para esse tipo de coisa? Não, não... Não me entenda mal, tenho plena consciência da minha ainda "fedelhice" e, sim, se querer fosse poder, gastaria mais algumas horas do meu dia ou semana escolhendo as melhores coisas da warner, fox, axn, universal e cia, para assistir. Mas a verdade é que sou uma pré-vestibulanda e o tempo não tem sido meu melhor amigo. Talvez um coleguinha de sala que vc dá aquele sorriso meio sem-graça quando encontra no shopping (mais um daqueles meio-conhecidos que você tem pavor porque nunca sabe se deve ou não cumprimentar), mas melhor amigo, definitivamente, não. Isso significa que meu cometário sobre tantas das séries que foram mencionadas é que conheço do guia de canais e poucas, pouco mais que isso. Concordo com toda a parte que causa náuseas, dores de cabeça, vertigens e até alucinações (a gente custa a acreditar em tanta besteira que a gente vê nos canais do nosso amado Brasil). Aliás, concordo com parte da parte. Quem nunca se divertiu com as besteiras de Agostinho e suas roupas combinadíssimas da Grande Família? Tudo bem, "é aquilo mesmo e não muda nada", mas qual de todas essas séries norte-americanas não é assim? Depois de um mês assistindo vc descobre a "fórmula geral" do programa, do tipo, House só descobre a verdadeira doença nos últimos 15 ou 10 minutos, quando o paciente já está para morrer ou alguma coisa parecida. Sem contar com algumas minisséries lançadas pela globo que, na minha opinião, são muito boas. Das mais recentes, me apaixonei pela adaptação de Dom Casmurro e Som e Fúria me encantou. Não cheguei a assistir Maysa, mas soube que também foi muito bem feita. O que quero dizer é: nem tudo está perdido na tv brasileira! Só acho uma pena que essas pérolas na programação nacinal, geralmente, acontecem depois das onze. Aqui, o que é bom não dá hibope, não é assim? ...
Rodrigo Fernandes em 26/05/2010
Você foi muito feliz ao citar as misséries, Gabriela. Sem dúvida é mesmo o que há de melhor na TV. Em tempo, algumas chegam a ser altamente cinematográficas. Bração!
joseph em 29/05/2010
Nessa entressafra uma boa dica é ver alguns clássicos do cinema, até pra mudar um pouco a rotina. Ah!-Quem nao viu ainda "O segredo dos seus olhos" eu aconselho,o melhor filme que vi esse ano,me impressionou a qualidade dos los hermanitos, nós brasucas ficamos a ver navios!
AnaBolena em 07/01/2011
Como o Rodrigo, também só vejo as séries da tv aberta. Concordo plenamente que há um total desrespeito com o telespectador por parte das emissoras que transmitem esses seriados, mas infelizmente a espectadora aqui ainda é uma estudante quebrada sem recursos para contratar uma tv por assinatura!!! E meio sem tempo por causa dos trabalhos de facul. Lembrando das séries antigas, Alf era muito muito divertido, mas a minha infancia e adolescencia se fez com Blossom! Meu Deus que saudadees!! huahuhaua
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Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17