ex: A Origem
Ano após ano, a família Taggart se reúne para celebrar o aniversário de casamento da matriarca com o falecido pai. Sorte do patriarca estar ausente, pois o aniversário se torna o momento perfeito para a mãe cuspir todo o seu veneno como uma metralhadora automática, em todos os convidados: filhos e noras. O casal tivera três filhos: Terry (Jack Hedley) chega acompanhado por sua esposa e cinco filhos. Os dois pretendem "fugir" da mammy, indo morar no Canadá. Sua esposa desafia constantemente a sogra, deixando Terry em estado de pânico. Henry (James Cossins) já fugiu há tempos: apresenta problemas psicológicos ao não aceitar sua homossexualidade, e a oculta roubando roupas íntimas dos varais dos vizinhos. Para apaziguar seu sentimento de culpa, pendura dinheiro nos varais em troca das lingeries. O mais novo e rebelde, Tom (Christian Roberts) traz sua noiva grávida (Elaine Taylor) para apresentar e constranger a mãe e, desta forma, arruinar de vez a celebração. Assim, estando todos reunidos e tensos, veem descer a Sra. Taggart pelas escadas, ao som de "The Anniversary Song", na voz de Al Jolson. Seus filhos observam-lhe num misto de medo e admiração. Suas noras preparam-se para o pior. Provavelmente não a amam, nutrindo por ela um sentimento mais próximo ao do cárcere para com o carcereiro. Segundo de Bette em terras européias (o primeiro foi "The Nanny"), o filme foi praticamente ignorado e colocado de lado desde sua estréia. Mas é um dos momentos mais bizarros da carreira da grande atriz. Há aquelas que nasceram para interpretar princesas e outras, bruxas. Poucas conseguem o mesmo nível em ambos, como Bette Davis, mas ela sempre ficará melhor, bem melhor, em papéis de vilã. Dentre as piores, ela é a melhor. E com a idade, sua veia para a maldade e a loucura foi ficando mais apurada, em papéis como a babá esquizofrênica de "The Nanny" e em O Que Terá Acontecido a Baby Jane?, em que interpreta a infantilizada Jane. E neste não é diferente. A Sra. Taggart é tão maldosa, que é capaz de sugerir que os netos sofreram um acidente tão somente para que a nora sinta o quão é "triste" perder um filho. Ou então colocar seu olho de vidro em sua cama, para que a outra nora perca o bebê que espera. Eu gostaria muito de falar que O Aniversário é ruim, que os três únicos cenários são pobres, que as interpretações são extremamente caricatas e os atores horrendos. Mas não posso. Tudo isso acaba em segundo plano, quando nos deparamos com diálogos ágeis, escritos por Jimmy Sangster numa adaptação da peça homônima de Bill MacIwraith. Sheila Hancock, no papel da nora detestável, chega a fazer dupla com a atriz principal em diversos momentos, enquanto James Cossins não precisa se preocupar em ser um homem perturbado: seu rosto ajuda muito. Esqueça o preconceito e prepare-se para uma visão bizarra de nossa vilã favorita, Bette Davis, nesse filme que é considerado um dos piores de sua carreira. Na verdade, The Anniversary (O Aniversário), de 1968, é tão kitsch que chega a cumprir com a sua meta: fazer-nos rir.
Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17