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Há momentos na vida em que tudo muda sem aviso prévio. O que parecia estável se desestrutura por completo graças a um evento inesperado, daqueles que servem para testar os limites. Os Descendentes, novo filme dirigido por Alexander Payne, usa diálogos inspirados para apresentar este período onde não há muita consciência sobre a melhor forma de agir mas, ao mesmo tempo, aflora a verdadeira essência do atingido. É no meio da crise que pode-se conhecer melhor quem é quem.
Matt King (George Clooney) é o personagem principal. Ele leva uma vida boa. Casado, pai de duas filhas, mora no Havaí, emprego estável como advogado e uma boa quantia no banco, mérito de anos de trabalho e uma herança de família. Entretanto, há 23 dias sua vida mudou. Sua esposa Elizabeth sofreu um grave acidente e está em coma. Matt agora precisa lidar com Scottie (Amara Miller) e Alexandra (Shailene Woodley), suas filhas, com quem não tem a menor afinidade. Pior, elas não o respeitam como ele gostaria. A situação piora ainda mais quando Alexandra dá ao pai a bomba definitiva: Elizabeth tinha um amante. Sem chão, Matt busca respostas. Descobre que não era apenas um caso e que ela pretendia pedir o divórcio. O mundo vem abaixo, mas a vida segue em frente. Afinal de contas, Matt tem uma esposa à beira da morte, uma importante decisão econômica que promete alterar a ilha em que vive e, mais importante ainda, duas filhas a criar.
O impressionante em Os Descendentes não é propriamente a forma como Matt vai à lona, mas como vai se recuperando aos poucos. Há uma abordagem essencialmente humana, no sentido de lidar com a dor do personagem ao invés de tentar eliminá-la usando soluções rápidas. Neste ponto muito ajuda a bela interpretação de Clooney, que se despe dos tradicionais cacoetes de galã para compor um personagem sem medo de revelar sua fragilidade. É ao se mostrar humano, com dúvidas e anseios, que Matt começa a trilhar o caminho da reconciliação – consigo mesmo e com as filhas.
Outro ponto que chama a atenção é a forma que Payne apresenta o Havaí. As praias paradisíacas, imagem imediata ao se pensar no local, ficaram praticamente de fora. O Havaí retratado é urbano, com engarrafamento e pobreza, como em qualquer cidade grande. As características peculiares surgem em palavras típicas do dialeto local, na trilha sonora repleta de canções havaianas e, na metade final, em belas paisagens. Esta apresentação pouco usual tem por objetivo servir ao roteiro, especialmente na subtrama envolvendo a possível venda de um imenso terreno herdado pela família de Matt – os descendentes do título. É também uma brincadeira de Payne com a imagem que o espectador já tem do Havaí, de forma a mostrar o outro lado de um cartão postal mundialmente conhecido.
Os Descendentes segue a tradição do diretor Alexander Payne, trazendo uma história humana que preza pela qualidade dos diálogos. É também um filme sobre a fragilidade humana, sob vários aspectos. Seja físico, através da iminência da morte de Elizabeth, ou emocional, com as adversidades enfrentadas por Matt, sempre com uma dignidade admirável. Destaque também para a jovem Shailene Woodley, que transmite à sua personagem uma força mesclada à raiva que chama a atenção. Muito bom.
Atena Negra em 27/01/2012
Gostei muito da crítica, confesso que não estava dando nada a este filme, mas depois de ler seu texto Russo, fiquei muito afim de assistir e conferir o trabalho de George Clooney. Tomara que não me decepcione.
João Paulo em 28/01/2012
Review muito boa adorei, já estava empolgado com filme agora fiquei mais doido ainda para assistir, vou assistir quarta feira que vem junto com Sherlock 2.
Coraline em 31/01/2012
Assisti ao filme e concordo plenamente com a crítica: como foi lidar com a dor, a representação do Havaí, o desenvolvimento de George Clooney.
Ótimo filme!
VANESSA SILVA em 01/02/2012
Assistir ao filme é adorei.Os descedentes é um filme simples,mas que retratar perfeitamente o cotidiano familiar,os conflitos,os segredos.Goorge Clooney se entregou de corpo e alma ao personagem,é venceu o globo de ouro como melhor ator é não foi à toa.A atriz que interpretar a filha mais velha do personagem de Clooney,tem uma atuação brilhante.
Letícia em 11/02/2012
Acabei de assisitir, adorei, adorei adorei. Direção impecável, atuações impressionantes (os contrastes Clooney e Woodley) são fantásticos! Com certeza, concordei com tudo que li nessa críticia...o crescimento de humanidade transmitida pelos personagens é brilhante. Não tem como recusar.
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Conceito da película está entre regular e bom.Para aqueles que gostam de filmes de persegu...
por Megamente, 22/02/2012 às 21:42
Trama surreal ao extremo,mas deu certo.Produção de qualidade e bons atores salvaram o rote...
por Megamente, 22/02/2012 às 21:30
Filme extremamente realista e de trama muito inteligente. Recomendo para pessoas que gostam ...
por Megamente, 22/02/2012 às 21:22
Millennium - Os Homens Que Não Amavam as Mulheres
Filmaço, não deixa nada a desejar para a produção sueca,um grande suspense policial.Fica...
por Megamente, 22/02/2012 às 21:13