ex: A Origem
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"Não sou católico, não sou judeu, minha religião é a constituição dos Estados Unidos da América".
É muito bom ouvir uma frase que soe tão forte e seja tão fraca em significado como essa dita na ficção Tudo Pelo Poder. Ruim é saber que ela é proferida, com algumas mudanças, em diferentes países e por políticos da pior espécie na vida real.
Stephen Myers (Ryan Gosling) é um idealista e dedicado assessor de imprensa do governador Mike Morris (George Clooney). Apaixonado por política, ele faz parte do time de Paul Zara (Philip Seymour Hoffman), uma verdadeira raposa política que toca a campanha pela indicação à presidência. Só que ambos têm pela frente o desafio de derrubar o candidato concorrente, defendido pelo igualmente astuto Tom Duffy (Paul Giamatti). E nessa batalha pelo poder, vale tudo, o que está escrito e - principalmente - aquilo que não se escreve.
Adaptação da peça da Broadway "Farragut North", de Beau Willimon, o longa é denso e bem próximo da realidade. Embora ficção, não faltarão para os espectadores mais atentos, semelhanças com políticos de um passado nem tão distante assim, como Bill Clinton, e do presente, como Barack Obama. E engana-se quem acredita que isso só acontece por lá.
Crença, ceticismo, integridade, amizade, dignidade, lealdade, politicagem, traição, vingança, sexo, aborto, segredos e pressão. Muita pressão habilmente pulverizada em personagens interpretados por um elenco de jovens e veteranos, que interage com extrema facilidade. Destaque para Gosling e Evan Rachel Wood, competente no papel de Molly (sem trocadilhos), uma estagiária da equipe.
A edição enxuta de Stephen Mirrione (trilogia Onze Homens e um Segredo) e a trilha do premiado Alexandre Desplat, de dezenas de sucessos como O Curioso Caso de Benjamin Button e o recente O Discurso do Rei, são "a cereja do bolo bem batido" por Clooney, que dirige e atua pela quarta vez.
Um drama que tem o viés político que parece encantar o astro, mas acima de tudo, tem uma dose de suspense bem interessante, deixando para o espectador o único papel de se envolver numa trama bem amarrada e sórdida o suficiente para surpreender em seu clímax.
Bem vindo ao jogo sujo do poder, onde reza a lenda que "quem erra não pode mais jogar", mas se nem todas as cartas estão na mesa, quem garante que uma surpresa não sairá de alguma manga?
João Paulo em 25/12/2011
Quero assistir para ver mesmo se mereceu toda puxação de saco da crítica especializada.
Ryan Gosling só fazendo filme bom e de peso, ele o Fassbender dominaram 2011 como novas promessas do cinema.
carlos_alberto_09 em 26/12/2011
Concordo plenamente com a crítica do Roberto Cunha, o filme é realmente muito bom.
Luis em 26/12/2011
O filme é relamente bom, mas nao é espetácular. Esre, com certeza, é o ano Ryan Gosling, fez filmes muito bons. Porém, Tudo Pelo Poder, é um pouco desanimador e tediante, precisa ter um pouco de paciencia para assistir e também gostar de política, o que muitas pessoas nao acham muita graça (vai enteder). Tirando a péssima atuação de Marisa Tomei (ela nao apareceu muito, mas quando apareceu foi um desastre), o longa vem a ser bem gratificante. Recomendado!
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Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17