ex: A Origem
Nome: Nelson Pereira dos Santos
Natural de: São Paulo, São Paulo, Brasil
Nascimento: 01/06/2009
Rafael Vespasiano em 13/05/2010Nota: 5
Como era gostoso o meu francês: Filme brasileiro de qualidade chama-se: Como Era Gostoso O Meu Francês, do excelente diretor, Nelson Pereira dos Santos, pertencente à fase do Cinema Novo Brasileiro. Num certo período da nossa história colonial, ocorreu a formação da França Antártica em nosso território, esta foi uma possessão francesa nas terras da colônia portuguesa, com isso Portugal começou a combater essa invasão às suas terras coloniais brasileiras. Os portugueses prendem um aventureiro francês e jogam-no ao mar, mas ele não morre afogado, ele consegue chegar até à praia, porém, outra vez, não teve boa sorte, é feito escravo pelos portugueses e os tupinambãs ( indígenas aliados de Portugal na luta contra os franceses ); ocorre um ataque dos tamoios ( tribo rival aos tupinambãs e aliada aos franceses ) contra àquela guarnição, todos são mortos, exceto o francês, que é tomado pelos tamoios como português, já que estava lutando junto com os portugueses; não adianta de nada ele falar que é francês, portanto, aliado dos tamoios, pois estes pensam e acreditam veemente que ele seja português, por causa de sua ajuda a aqueles e torna-se escravo dos tamoios. O filme mostra muito bem os costumes indígenas. Vale a pena ler textos do nosso Romantismo, que também mostram bem a cultura dos índios, como por exemplo: I-JUCA-PIRAMA do Gonçalves Dias e O Guarani, Ubirajara e Iracema do José de Alencar, que com certeza serviram de base para o diretor realizar esse filme. Inclusive no filme mostra-se trechos de alguns escritores da época colonial como: Padre Anchieta, Padre Manuel da Nóbrega, Hans Standen, Pero de Magalhães Gândavo, Gabriel Soares de Sousa, entre outros. O filme foi premiado com os seguintes prêmios: melhor roteiro, melhor diálogo e melhor cenógrafo, Festival de Brasília-1971, entre outras premiações. nota: 8,0.
Rafael Vespasiano em 19/03/2010Nota: 5
Vidas secas: Uma obra-prima do Cinema Novo, do Cinema Brasileiro como um todo e quiçá do mundo inteiro, filmaço!; dirigido por Nelson Pereira dos Santos, o líder da estética do Cinema Novo, em "Vidas Secas", dá uma aula de direção, com uma fotografia memorável, de Luís Carlos Barreto, (que foi indicado ao Nelson, por ninguém menos que Glauber Rocha, outro líder do Cinema Novo), que, essa fotografia, mostra muito bem e de forma realística, a secura do sertão nordestino, ainda tem o detalhe maior que contribuiu para essa veracidade, foi o fato de as filmagens do filme serem em locações reais, no sertão da cidade alagoana de Minador do Negrão; o roteiro baseado num clássico da literatura brasileira, escrito pelo alagoano Graciliano Ramos, daí o fato de filmarem o filme em Alagoas, uma justa homenagem à terra natal de Graciliano, ficou, o roteiro, perfeito, adaptação formidável de um livro para o cinema; várias cenas contemplativas, em puro silêncio, somente o barulho do vento, mostra Fabiano, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cadela Baleia migrando pelo sertão, fugindo da seca, tem uma cena antológica que é um plano de 10 minutos sem ninguém proferir uma palavra, sem trilha sonora (o filme todo não tem trilha sonora alguma, o que dá uma secura maior ao filme), só com o barulho do vento, para quê conversar, não é mesmo, se tudo é miséria e tristeza, o silêncio vale mais do que mil palavras; a desumanização das personagens humanas (Fabiano, Sinhá Vitória e os dois meninos), que mais parecem bichos, enquanto a cadela Baleia é humanizada, pois se mostra mais esperta, vivaz e inteligente que os seus donos, inclusive, é ela que alimenta a família, caçando bichos no mato, é uma característica forte do livro de Graciliano, que Nelson Pereira dos Santos soube passar para o filme; maravilhoso mostra a realidade cruel que milhares de sertanejos vivem até hoje, o filme e o livro são do século XX, já estamos no século XXI, e nada mudou, por falta de interesse dos políticos em ajudar a resolver o problema da seca, ou pelo menos minimizá-lo, é a famosa "indústria eleitoreira da seca"; o filme é triste, mas mostra a realidade do nordeste brasileiro, e serve como crítica contudente, feroz e comovente aos que não fazem nada para ajudar; uma verdadeira obra-de-arte! DEZ!
Rafael Vespasiano em 09/03/2010Nota: 5
Rio 40 graus: Nelson Pereira dos Santos é um dos maiores cineastas brasileiros de todos os tempos, ele pretendia fazer uma trilogia sobre a vida cotidiana, sobre os fatos corriqueiros, da cidade do Rio de Janeiro, porém, acabou apenas filmando as duas primeiras partes, essa em questão, "Rio, 40 Graus" (de 1955) e, "Rio, Zona Norte" (de 1957), o terceiro filme da "trilogia carioca" ficou, até hoje, no papel; em "Rio, 40 Graus" contamos com a participação de um dos maiores atores do cinema brasileiro, Jece Valadão; o filme procura mostrar uma visão da cidade do Rio de Janeiro, por meio de cinco vendedores de amendoim, que partem do mesmo morro, para vender o amendoim em pontos diferentes da cidade, como por exemplo, Copacabana, Maracanã, etc.; mostrando o desenrolar de situações típicas, corriqueiras, do dia-a-dia da vida carioca; excelente filme sobre o panorama da Cidade Maravilhosa nos anos 50 do século passado! nota: 8,0.
Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17