ex: A Origem
Título original: (El Abrazo Partido)
Lançamento: 2004 (Argentina)
Direção: Daniel Burman
Atores: Daniel Hendler, Adriana Aizemberg, Jorge D'Elia, Sergio Boris.
Duração: 97 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Ariel (Daniel Hendler) é um jovem de vinte e poucos anos, que largou a faculdade e ainda vive às custas da mãe (Adriana Aizemberg). Sua vida gira basicamente em torno de dois locais: a loja de lingeries de sua mãe e o cybercafe local, onde costuma encontrar sua namorada. Ariel sempre estranhou o fato de nem sua mãe nem seu irmão falarem sobre seu pai, que nos anos 70 partiu para lutar na Guerra do Yom Kippur, em Israel, e nunca mais retornou. Com a crise econômica instalada na Argentina, que força o fechamento de várias lojas tradicionais no bairro onde está a loja de sua mãe, os amigos de Ariel sonham em conseguir a cidadania européia e partir do país em busca de emprego. Ariel também tem este sonho, mas cada vez mais alimenta o desejo de conhecer seu pai e também a verdade sobre seu afastamento da família.
O cinema argentino segue em boa fase nos festivais e premiações mundo afora. Após O Abra&...
Em meio a uma mostra competitiva que ainda não empolgou, o melhor filme a aparecer em Gramado até...
por Roberto Cunha Contagem regressiva, em Buenos Aires, para os registros finais de "A Velha dos Fundos" ("...
Raquel Santosa em 03/01/2004Nota: 4.5
O Abraço Partido é um filme que emociona na medida certa e com uma dose de questionamento sobre nossa falta de ideais, de heróis e daí nossa indiferença pelas grandes causas da humanidade. O filme nos transporta para uma realidade não muito distante, através de uma perspectiva muito interessante.
João Paulo Miranda em 02/01/2004Nota: 4
Mais um bom representante da ótima safra do recente cinema argentino. A produção modesta é muito bem compensada com as ótimas interpretações dos atores, do bom roteiro e da direção segura. Vale a pena!
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR em 04/01/2004Nota: 4
Mais um exemplo de que o cinema argentino está produzindo obras de grande qualidade. O protagonista do filme é Ariel (Daniel Hendler), um jovem de Buenos Aires, que abandonou a faculdade de arquitetura e vive às custas de sua mãe, Sonia (Adriana Aizemberg), que tem uma lojinha de roupas íntimas num centro de compras portenho. O pai de Ariel, Elias (Jorge D´Elia), separou-se da esposa em 1973 e mudou-se para Telaviv. Essa é uma questão que percorre todo o filme, pois Ariel não consegue aceitar o fato do pai tê-lo abandonado para ir lutar na guerra do Yom-Kippur. Essa rejeição à figura paterna também fica explícita no pouco conhecimento que Ariel tem do judaísmo. Face à crise que se abate sobre a economia de seu país, Ariel decide batalhar pelo passaporte polonês (seus avós eram poloneses) e, dessa forma, ter a possibilidade de entrar na Europa e viver com um seguro-desemprego. Engraçadíssima a cena em que o nosso protagonista vai ao consulado da Polônia, e quando inquerido sobre as razões que o motivavam a ter o passaporte daquele país, Ariel se diz admirador de Lech Walesa e do Papa Paulo II. Logo ele que mal consegue pronunciar os nomes dos alegados "gurus". Isso foi outro fato que me chamou a atenção, pois os judeus são conhecidos pelo seu grau elevado de inteligência, o que está longe de ser o caso de Ariel. O mais interessante são os personagens que trabalham na mesma galeria que a mãe de Ariel tem a sua loja. Ítalo-argentinos, coreanos (que tem uma loja de produtos de "feng-shui", sendo que eles nem sabiam do que se tratava quando fugiram da Coréia para casar), rabinos, uma bonitona, dona de um quiosque de internet que é sustentada por um velhinho, apesar de manter um caso amoroso com Ariel. O microcosmo do protagonista é desvendado pouco a pouco. A visão que ele tem do pai se modifica por completo quando ele descobre que foi a traição de sua mãe que motivou a separação do casal. E viva o cinema Argentina que a despeito da crise econômica tem suas histórias emocionantes cada vez mais bem contadas.
Eu gostei! Aliás eu gostei de todos os filmes do Homem Aranha! Os efeitos ótimos como semp...
por GI123, 29/02/2012 às 02:57
Achei muito bom! A fotografia e as atuações são perfeitas, mas o que eu mais achei intere...
por GI123, 29/02/2012 às 02:45
Ryan Reynolds realmente está ótimo! Com certeza não foi um trabalho fácil, mas ele está...
por GI123, 29/02/2012 às 02:22
Esse filme até que tem um roteiro criativo(para uma situação tão restrita), mas sei lá....
por GI123, 29/02/2012 às 02:17